Calma, bichano!

Eles são chatos, arrogantes, grossos, as vezes não dão a miníma pra você, mas quando querem alguma coisa se tornam a coisa mais fofa e dócil desse mundo. As vezes ele vai até fugir de você, achando que você é algum tipo de monstro ou sei lá o que eles acham, mas eles correm e se escondem em lugares inesperados.
Se tem um animal de estimação bipolar, o nome dele é gato!



Mas como eles surgiram?


Os gatos domésticos são descendentes dos gatos que viviam no Oriente Médio cerca de 130 mil anos atrás.
A descoberta contradiz a teoria de que o gato “de casa” teria sido a princípio, domesticado pelos egípcios, período em que eles eram adotados como divindades. 
Segundo pesquisadores norte-americanos, entre dez e doze mil anos atrás, na região onde atualmente se localiza o Iraque, os gatos foram inseridos no convívio humano para acabar com os ratos que infestavam as aldeias locais e, a partir daí foram tolerados e principalmente domesticados por causa da habilidade de caçar que possuem. E desde então, esses animais conquistaram mais espaço nas grandes cidades e nos corações de quem os consideram excelentes companheiros.


O Comportamento dos Gatos

Eles odeiam água e podem ter suas próprias idéias sobre quem é o dono daquela espreguiçadeira que está no canto. Entretanto, gatos geralmente são muito fáceis de conviver, pois suas necessidades são simples. A chave para um relacionamento feliz com o seu gato é entender os instintos que regem o seu comportamento - a necessidade de uma base domiciliar, um território, a caça, atividade sexual e linguagem corporal.

Questão de território.
Seja uma casa no campo ou um apartamento na cidade, gatos gostam de uma base domiciliar segura a partir da qual podem estabelecer seu território. Esse é um comportamento instintivo, de quando os gatos tinham que caçar para sobreviver - quanto maior o território, maior a chance de conseguir mais comida. Machos têm uma maior necessidade territorial que as fêmeas, muitas vezes reivindicando até dez vezes mais.



Gatos usam arranhões, cheiros e sons para marcar limites territoriais.  


Gatos têm jeitos super diferentes de demonstrar suas afeições por humanos, comparado ao cachorro. É muito fácil de entender o comportamento canino, porque a linguagem corporal, aparentemente, é mais clara para nós. Quando nos tornamos donos de gatos, passamos, praticamente, a ler nas entrelinhas. Eles são seres mais difíceis de lidar/agradar, então cada detalhe é importante para entender seu comportamento.

Rolando de costas: geralmente gatos ficam nessa posição quando estão se sentindo extremamente confortáveis com a sua presença. Também pode significar que ele está querendo chamar sua atenção para uma brincadeira.
Piscando os olhos: quando piscam lentamente, há quem diga que estão te “beijando com os olhos”. Piscadelas rápidas indicam contentamento.
Bumbum levantado de lado: se essa posição for feita junto com leves cabeçadinhas em você, ele está te dando um “Oi” super afetivo.
Dormindo em posição de bola: gatos são animais que retém muito calor, então essa posição é para manter a temperatura do seu corpo.
Afofando: ainda pequenos, o ato de afofar a mãe estimula a produção de leite. Especialistas dizem que, depois de adultos, esse comportamento é uma espécie de nostalgia. Sempre que seu gato amassar pãozinho em você, sinta-se especial, porque eles só fazem isso em quem confiam!
Sentado em formato de pão: essa posição conserva a temperatura do corpo, além de fazer com que o gato se sinta seguro.
Yoga felino: é só mais uma das posições estranhas que gatos fazem para manter sua higiene pessoal em dia.
Barriga pra cima: se sentir seguro é muito importante para um gato. Quando ele fica de barriga para cima, está demonstrando sua vulnerabilidade e praticamente dizendo “ei, eu confio em você!”
Cadê?: gatos são ótimos ninjas! Vira e mexe eles se escondem pela casa, mas não é nada para temer, eles querem apenas tirar um cochilo sossegado.
Olhando para o nada: esqueça a história de que gatos podem ver espíritos, só porque às vezes ficam olhando para o nada como se estivesse visto alguma coisa que, provavelmente, te assustaria. Como eles têm a audição, olfato e visão super aguçados, podem estar observando uma mosca ou uma poeira.
Mordidas de amor: há mordiscadinhas de afeto e mordidas de euforia. Quando eu um gato teima em te morder na orelha, por exemplo, é porque ele está querendo dizer “Cara, você é demais”. Quando mordem enquanto brincam, é só o jeitinho de se expressar. Gatos normalmente não sabem brincar sem apelar.
Sentar no seu notebook, no seu colo, no modem: eles adoram ficar quentinhos, quer lugares melhores que esses? Gatos também são os reis da casa, portanto acham que podem se instalar em qualquer lugar que está tudo bem.
Balançando o bumbum pra cima: 3, 2, 1… atacar!

Presentes: Não há como negar que uma coisinha morta não esteja no topo das suas preferências, mas um gatinho que te presenteia com algo assim merece ser reverenciado. Apesar da domesticação, gatos ainda têm instinto de caça e dividir seus prêmios com você é um sinal de amizade verdadeira.


Cães e Gatos podem viver juntos?

Se você sempre pensou que cães e gatos fossem inimigos naturais, esqueça esse conceito. É claro que há muitos cães que não aceitam gatos e vice-e-versa, mas eles não são espécies inimigas, pois dentre ambos não há uma relação de predador e caça. Cães não se alimentam de gatos.
Mas então, por que eles não se toleram? Isso é parcialmente verdadeiro, pois existem inúmeros casos de cães e gatos que convivem muito bem.

Quanto se 'estranham', trata-se de uma disputa territorial, na maioria das vezes. O cachorro vê seu 'domínio' invadido por outro animal e late ou rosna, avisando: "Caia fora, intruso!". O gato, assustado com a ameaça do cão, arrepia-se e emite um som muito característico, uma espécie de 'rosnado dos felinos'. O cão interpreta isso como uma agressão e a perseguição ao gato começa.

Um cão territorialista agiria da mesma forma com qualquer outro animal que invadisse seu 'pedaço'. Um grande número de cães não tolera a presença de outros cachorros, e esses, é quase certo, são intolerantes com gatos também, a menos que sejam treinados para aceitar o bichano.
Cachorros adoram perseguir tudo aquilo que corre e se move rapidamente. Um gato assustado não seria uma ótima brincadeira para um cão? Não faria aflorar a memória genética de seus ancestrais lobos, que caçavam coelhos e pequenos roedores? Esse é outro motivo pelo qual cães correm atrás de gatos, parecendo querer caçá-los. Mas só parecendo, porque mesmo os cães que chegam a matar gatos não os comem. Quando o 'brinquedo' pára de se mover, acabou a graça.

O fato é que cães e gatos, quando se encontram, podem ter reações diversas. Os cães, além das reações já citadas, podem ficar curiosos e tentar cheirar os gatos para saber exatamente do que se trata. Se o gato não se assustar, isso pode ser início para uma boa amizade. Mas se o bichano reagir com uma certeira unhada no focinho, o cão pode desenvolver medo de gatos (isso mesmo, há cães que morrem de medo de gatos!) ou se condicionarem a achar que gato = dor, e passar a hostilizá-los.


Tem gente que não gosta dessas coisinhas fofas, mas eu, particularmente, amo esses animais.
Tenho um e se chama Fred! Ele é maravilhoso!
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